A influência da adoção da governança corporativa pelas empresas familiares

Autores

  • B. M. Aragão UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • A. R. M. Camara UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • F. A. O. Melo UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.2032

Palavras-chave:

governança corporativa, empresas familiares, processo sucessório

Resumo

O presente artigo teve como objetivo destacar a adoção da Governança Corporativa por uma organização familiar, bem como sua prática e modelo para eficácia na gestão. Trata-se de um estudo de caso, cuja técnica de pesquisa foi um questionário semiestruturado aplicado a um gestor desta organização familiar, que objetivou identificar a empresa, os membros, a relação dos membros da família e seu processo de sucessão. Em seguida, discutiu-se sobre a empresa familiar brasileira, bem como sua origem, importância e seu ciclo de vida e as formas de como define a Governança Corporativa, como adotá-la e como funcionam os Conselhos e processo de sucessão na empresa. A sucessão nas empresas familiares é importante porque envolve fatores culturais e, embora não se perceba, é bastante complexo, pois interfere em agentes sociais, membros e diferentes gerações. Os principais resultados geram a necessidade de estabelecer neste tipo de empresa um plano de sucessão ou no mínimo um plano contingencial, a fim de evitar problemas inesperados e frequentemente, relacionados ao processo sucessório. Os principais resultados sugerem uma busca pela competência na gestão desta organização familiar e a existência de uma estrutura gerencial e, consequentemente, a adoção de boas práticas da Governança como gestão para o crescimento da empresa e futuras negociações. Embora, a empresa pesquisada tenha demonstrado bom entendimento e noção das práticas recomendadas pelo Código do IBGC, as principais conclusões indicam adesão apenas parcial sobre à referida prática. De acordo com a pesquisa, o Grupo Familiar atua no mercado em diversas áreas, em que detém o controle entre o sócio majoritário e os minoritários. Alguns dos seus gestores possuem profissionalização o que beneficia a tomada de decisões da empresa. A empresa encontra - se em momento transitório entre a primeira e a segunda geração, investindo na capacitação e atuação dos membros da família, assegurando um processo de sucessão familiar controladora. Constatou-se que, o posicionamento da empresa e o papel que a futura geração irá exercer, estão sendo planejados e podem ser fortalecidos com esta pesquisa.

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Publicado

2012-10-30