Sintomas depressivos entre alunos de graduação: levantamento em instituição de ensino do interior do Rio de Janeiro

Autores

  • A. M. Rezende UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • E. M. S. Vieira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • J. O. V. Basili UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Goulart UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • S. R. Ferreira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. A. M. Barreto UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

Palavras-chave:

depressão, sintomas depressivos, estudantes de graduação

Resumo

Várias pesquisas de identificação de sintomas depressivos em universitários apontam um índice elevado de desenvolvimento da patologia durante a vida acadêmica. Estima-se que 15% a 25% dos estudantes apresentam algum tipo de transtorno psiquiátrico durante sua formação acadêmica. Os objetivos desta iniciação científica foram identificar o índice de prevalência de depressão entre alunos das diversas áreas, através de aplicação de inventário apropriado, verificar diferença de incidência da patologia de acordo com a área e produzir conhecimento para atuação psicoprofilática. Foi aplicado, durante 2009 e 2010, o Inventário de Depressão de Beck em voluntários de 19 cursos de uma IES do interior do estado do RJ. A escala consiste de 21 itens, categorizando os resultados em níveis. Foram respondidos 423 inventários (7.2% da população total). Os resultados indicam que 74,4% dos alunos encontram-se sem depressão, 19,5% apresentam sintomas depressivos leves, 5,4% depressão moderada e 0,7% depressão severa. O percentual de alunos sem depressão na área de humanas foi de 20,9%, saúde 19,7% e exatas 33,6%. Com sintomas depressivos leves 7,1% na área de humanas, 6,1% saúde e 6,3% exatas. Com depressão moderada 2,3% humanas, 1,4% saúde e 1,6% exatas. Com depressão severa 0,5% humanas, 0,2% saúde, 0% exatas. Analisando por gênero, encontramos em exatas 132 alunos do sexo masculino e 45 do feminino; em humanas 51 alunos do sexo masculino e 78 do feminino, na saúde 48 do sexo masculino e 69 do feminino. Não houve diferença significativa, considerando-se as áreas. Segundo a literatura, a depressão acomete mulheres com maior frequência, o que pode sugerir que a porcentagem maior de alunos sem depressão esteja em exatas, área predominantemente masculina e a presença de depressão, esteja na área de humanas, predominantemente feminina, dados confirmados na análise de gênero.

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Publicado

08/14/2018

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