O olhar do enfermeiro na assistência aos familiares de clientes fora de possibilidade terapêutica

Autores

  • M. D. Faria UNIFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • A. de Paula UNIFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • I. C. M. da Silva UNIFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. S. Pereira UNIFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v3.n1%20esp.2799

Palavras-chave:

família, cuidados de enfermagem, pacientes fora de possibilidade terapêutica

Resumo

Conviver com a morte e a ansiedade faz parte do cotidiano dos profissionais de enfermagem e familiares dos pacientes. A assistência ao paciente sem possibilidade terapêutica é um desafio para a família e equipe multidisciplinar, especialmente para o enfermeiro que mantém contato direto com a paciente por um tempo maior. O objetivo deste estudo é caracterizar o papel do enfermeiro frente às dificuldades enfrentadas pelos familiares de clientes fora de possibilidade terapêutica. Utilizamos como metodologia uma revisão bibliográfica através de artigos e livros publicados no período de 1981-2007 pesquisados no banco de dados SCIELO, LILACS e BDENF, utilizando os seguintes descritores: humanização, família, cuidados paliativos e assistência de enfermagem a familiares de pacientes fora de possibilidades terapêuticas. Este procedimento metodológico permitiu selecionar 29 referências identificadas. Os resultados mostraram a importância de uma participação mais efetiva do enfermeiro com a família enfatizando o diálogo com os familiares e uma abordagem holística ao paciente. Temos que focar nossos cuidados não apenas em diagnósticos, mas também dar valor ao que é vivenciado e relatado pelos clientes e familiares. Ainda há poucos serviços voltados para cuidados paliativos em nosso país. Este é um fator complicador, visto que os artigos científicos escritos por enfermeiros acerca dessa temática, poderiam ajudar a propor soluções para a melhoria da assistência prestada. Os familiares necessitam de cuidados assim como os pacientes e que a falta de diálogo e a pouca valorização dos sentimentos do cliente e sua família restringem a relação família enfermeiro. Sendo assim, gestos simples que os profissionais podem fazer para que esta família se sinta cuidada e amparada, como informações aos familiares, maior tempo junto ao cliente e olhar para a família de forma humanizada são cuidados essenciais para promover uma assistência de qualidade ao paciente e família.

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Publicado

2019-02-04

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