Publicidade infantil: crenças, mitos e verdades construídas

Autores

  • Cristiana de Almeida Fernandes Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Centro Universitário de Volta Redonda
  • Vera Lúcia dos Santos Nojima Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v9.n26.337

Palavras-chave:

Publicidade infantil, narratividade, quadrinhos, mito

Resumo

O presente trabalho se propõe a descrever de que maneira os quadrinhos influenciam a construção narrativa das embalagens dos produtos voltados para as crianças, sob a ótica do mito, baseando-se nos comentários a respeito da ética empregada como argumento para a postulação da polêmica “Lei da Publicidade Infantil”, sancionada em abril de 2014 no Brasil. O conteúdo apresentado procura comentar os meandros do expediente da legislação, como contribuição para o Design, no que se refere à escolha dos elementos de construção de sentido, principalmente no uso de personagens que darão identidade aos produtos. Para tanto, faz-se necessária uma averiguação a respeito dos conceitos encontrados na Psicologia e nos preceitos da mitificação que se fundamentam como arcabouço da questão: legislação versus papel dos pais nos processos decisórios do consumo. Não se pretende aqui, com o presente ensaio, realizar descritivos que demonstrem juízo de valor a favor ou contra a publicidade infantil, mas relatar a maneira como a mensagem acerca do assunto vem sendo construída.

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Biografia do Autor

Cristiana de Almeida Fernandes, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Centro Universitário de Volta Redonda

Doutorado em Design

Vera Lúcia dos Santos Nojima, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Doutorado em Design

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Publicado

12/10/2014

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas e Humanas

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