O Desmatamento e o Crescimento urbano desordenado no estado do Rio de Janeiro: impactos na dinâmica do Dengue

Autores

  • Paula Mendonça de Moura Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO)
  • Tatiana Nascimento Docile Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Adriano Arnóbio Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Ronaldo Figueiró Centro Universitário de Volta Redonda (UNIFOA) / Laboratório de Biotecnologia Ambiental (UEZO)

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v9.n24.117

Resumo

Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública. O processo de urbanização desordenada, principalmente nos países subdesenvolvidos, após o fim da Segunda Grande Guerra, constitui-se ao mesmo tempo em um fator importante para a reemergência do dengue, pela disseminação da infestação pelo principal vetor da doença, e um fator que tem dificultado o seu controle. Entretanto, ainda não se sabe muito da relação de fatores sociais e ambientais com a incidência de dengue. O trabalho teve como objetivo analisar a relação-influência- do atual quadro de desmatamento e crescimento urbano desordenado com a incidência da doença, utilizando dados secundários. Foram coletados dados absolutos de número de casos novos de dengue da Base de dados do IBGE-Séries temporais do crescimento populacional do Estado do Rio de Janeiro e dados secundários provenientes da publicação do Sistema Nacional de Informações em Saúde (SNIS) de 2000 à 2008 e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Observou-se uma relação significativa entre o aumento da ausência de saneamento básico e o aumento do desmatamento, corroborando que fatores sociais e ambientais influenciam na dinâmica da doença.

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Publicado

2014-04-10

Edição

Seção

Ciências Biológicas e da Saúde

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