A influência da torrefação na moagem do Eucalyptus in natura e torrefeito para utilização como biocombustível

Autores

  • Erica Leonor Romão Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo - EEL/USP http://orcid.org/0000-0002-3038-4477
  • Ivo Alves Dias Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v13.n37.1407

Palavras-chave:

Torrefação, friabilidade, biomassa, Eucalyptus, biocombustível

Resumo

Neste trabalho analisou-se a influência do processo de torrefação na moagem do Eucalyptus spp., da região do Vale do Paraíba, objetivando sua utilização como biocombustível. O estudo baseou-se nas reações de torrefação com temperaturas de 240, 260 e 280°C com tempo de residência de 30 e 60 minutos comparando as modificações ocorridas na biomassa in natura e torrificadas. Em todas as condições com biomassa torrificada mostrou-se uma melhoria, mas nas temperaturas mais altas (260 e 280°C) observou-se através do MEV que a biomassa torrificada apresentava uma estrutura desarranjada, quebradiça, apresentando uma característica frágil. Essa característica também foi evidenciada na moagem no qual 50 % da biomassa torrificada de 260 e 280°C a
60 minutos tiveram partículas menores de 0,425 mm, possibilitando uma padronização do biocombustível e permitindo sua utilização em condições mais exigentes quanto à estabilidade, em processos para fins energéticos, como a gaseificação.

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Biografia do Autor

Erica Leonor Romão, Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo - EEL/USP

Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo

Prof. Doutora do Departamento de Ciências Básicas e Ambientais.

Pesquisadora na área de utilização de biomassas para geração de energia e educação ambiental. 

Ivo Alves Dias, Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo.

Discente do Curso de Engenharia Química

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Publicado

14-11-2018

Como Citar

ROMÃO, E. L.; DIAS, I. A. A influência da torrefação na moagem do Eucalyptus in natura e torrefeito para utilização como biocombustível. Cadernos UniFOA, Volta Redonda, v. 13, n. 37, p. 5–13, 2018. DOI: 10.47385/cadunifoa.v13.n37.1407. Disponível em: https://revistas.unifoa.edu.br/cadernos/article/view/1407. Acesso em: 23 fev. 2024.

Edição

Seção

Tecnologia e Engenharias