Estrutura e composição de comunidades de Simulidae (Diptera) em riachos preservados e impactados na Serra Dos Órgãos – RJ

Autores

  • M. J. R. Pinto UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, Campo Grande, RJ
  • L. B. Lucena UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, Campo Grande, RJ
  • Y. S. Uchôa UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, Campo Grande, RJ
  • A. A. Maia UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, Campo Grande, RJ
  • L. H. Gil-Azevedo UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, Campo Grande, RJ
  • R. Figueiró UEZO - Centro Universitário Estadual da Zona Oeste, Campo Grande, RJ

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1728

Palavras-chave:

simulídeos, distribuição, bioindicador

Resumo

Os borrachudos pertencem à classe Insecta, ordem Díptera, família Simuliidae. Os Simulídeos apresentam ampla distribuição geográfica, compreendem mais de 2.100 espécies válidas, das quais a maior parte é hematófaga. Estes insetos têm importância sanitária e econômica. Algumas espécies são vetores de Onchocerca volvulus, agente etiológico da Oncocercose. Devido aos seus hábitos diurnos e extradomiciliares, quando ocorrem em grande densidade causam incomodo ao homem e outros animais. Estes insetos podem ser encontrados em cursos de água corrente, de diferentes volumes, velocidades, temperatura, pH e altitude a partir do nível do mar. Altas densidades em populações naturais de simulídeos podem estar associadas ao aumento da concentração de matéria orgânica nos rios e ao aporte de dejetos domésticos, agrícolas e industrias, o que faz destes organismos bons indicadores de qualidade ambiental em sistemas lóticos, comunidades de borrachudos mostram diferenças ecorregionais na composição de espécies e podem ser usados para indicar a degradação morfológica de córregos e rios. O objetivo deste estudo é identificar uma resposta funcional das comunidades de simulídeos estudadas ao aporte de poluentes, e assim propiciar o desenvolvimento de um protocolo que permita o uso efetivo destes organismos no biomonitoramento. O material biológico será coletado na região da Serra dos Órgãos, e posteriormente identificado no laboratóri o de invertebrados da UERJ. Os resultados esperados são que após o término do período de estudos seja possível se identificar com clareza os conjuntos de espécies associadas aos sítios degradados e não degradados, bem como se identificar outras respostas funcionais à poluição, tais como alterações na riqueza de espécies e na diversidade.

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Publicado

2012-10-30

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