Análise comparativa da hemoglobina glicada de idosos diabéticos e não diabéticos: efeitos sobre a conduta terapêutica

Autores

  • J. P. P. Magalhães UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • L. D. P. Filho UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • L. V. Quinellato UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • V. M. L. Ribeiro UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. R. Souza UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1779

Palavras-chave:

diabetes mellitus, hemoglobina glicada, controle glicêmico

Resumo

Em decorrência do processo de envelhecimento da população brasileira nas últimas décadas, o aumento da prevalência do diabetes mellitus (DM) tem sido observado. Suas complicações implicam em queda da qualidade de vida dos idosos, além de contribuir de forma significativa para o aumento de consumo de recursos em saúde e também para a mortalidade. É consenso a necessidade da manutenção de um controle glicêmico satisfatório em todos os pacientes, prevenindo a sintomatologia aguda e crônica atribuída ao DM. Nesse sentido, a dosagem da hemoglobina glicada (HbA1c) tem papel fundamental na monitorização do controle glicêmico em pacientes diabéticos, pois não sofre grandes flutuações e reflete na realidade a média ponderada dos níveis glicêmicos de 60 a 90 dias antes do exame. O presente trabalho teve como objetivo estabelecer o perfil glicêmico de idosos diabéticos e não-diabéticos, com base na coleta sanguínea e análise laboratorial da concentração de hemoglobina glicada a fim de, através de critérios comparativos, avaliar a eficácia da conduta terapêutica e verificar a adesão ao tratamento. Para esta finalidade, a amostra do trabalho foi composta por idosos de uma das maiores instituições asilares da cidade de Volta Redonda/RJ, com uma amostra total de 90 idosos, onde aproximadamente 11% dos idosos já eram diagnosticados com DM pelo método de dosagem de glicose no sangue, realizado periodicamente nesta instituição. Dentre os resultados apresentados, todos os idosos diabéticos apresentaram níveis de HbA1c acima dos valores recomendados pela Sociedade Americana de Diabetes (ADA) para um ideal controle da glicemia; e dentre os pacientes sem o diagnóstico de DM, 68,7% apresentaram níveis elevados de HbA1c. No total da amostra, alarmantes 72% dos idosos obtiveram níveis de HbA1c elevados. Estes resultados evidenciaram além da falha terapêutica, o provável mascaramento diagnóstico do DM pelo método de dosagem de glicose no sangue.

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Publicado

2012-10-30

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