As manifestações eletrocardiográficas da doença de Chagas

Autores

  • S. Guerra UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Souza UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Silva UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • L. Silva UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • G. Camara UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • G. Santos UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Smith UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • P. Rabelo UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • C. Prado UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • A. L. Oliveira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1786

Palavras-chave:

eletrocardiograma, bloqueio de ramo, doença de Chagas.

Resumo

A Doença de Chagas é uma enfermidade parasitária causada pelo Trypanossoma cruzi restrita as Américas. O agente etiológico é um protozoário flagelado e sua transmissão se dá pela picada do vetor Triatoma infestans, artrópodes mais conhecidos como “barbeiros”. Essa enfermidade é marcada por ter fases distintas, sendo dividida portanto em fase aguda e crônica. Este trabalho visa rememorar fatos pontuais em relação à forma crônica cardíaca da Doença de Chagas, que pode variar desde arritmias à insuficiência cardíaca franca. Por ser uma patologia de relevância clínica de grandes proporções e o Brasil ser um foco epidemiológico sabido essa doença, é dever do clínico ter em mente a Doença de Chagas como possível diagnóstico diferencial em pacientes cardíacos. Por ser um exame não invasivo e de custos baixos para o sistema de saúde, o eletrocardiograma convencional, de doze derivações, mostrou-se ferramenta poderosa para aumentar a suspeita de Chagas. Não é altamente sensível, nem específico, pois pode ser até mesmo normal, mas quando associados algumas condições eletrofisiológicas, a chance de diagnóstico da doença aumenta consideravelmente. Os achados clássicos combinados são sinais de Bloqueio de Ramo Direito associado à Hemibloqueio de Segmento Divisional Ântero-Superior. Ter familiaridade com esses termos, além de saber reconhecê-los é ponto fundamental, visto partir daí o raciocínio clínico e tratamento parasitário, além de controle das manifestações cardíacas. Assim sendo, o trabalho tem como objetivo fornecer ferramentas para que se reconheça no eletrocardiograma tais alterações ditas acima, além de tentar justificá-las e como manejá-las farmacologicamente.

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Publicado

2012-10-30

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