Pesquisa de S. aureus Meticilina resistente na mão e fossas nasais de equipe técnica de enfermagem de uma Unidade Hospitalar Pública de VR, Brasil

Autores

  • A. P. A. Moschen UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • B. P. L. Oliveira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • C. A. S. Pereira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1988

Palavras-chave:

fossas nasais, MRSA, Staphylococcus aureus, mãos

Resumo

As infecções relacionadas à assistência a saúde (IRAS) constituem grave problema de saúde pública. Estão entre as principais causas de morbidade e letalidade e são responsáveis pelo aumento no tempo de hospitalização. O Staphylococcus aureus é um dos principais patógenos adquiridos em IRAS por ser encontrado na microbiota normal da pele, nasofaringe anterior, assim como orofaringe, trato gastrointestinais e trato urogenital. S. aureus resistentes à meticilina surgiram a partir do uso indiscriminado de antimicrobianos, que selecionaram micro-organismos altamente resistentes a diversas drogas antimicrobianas. O objetivo do presente estudo foi verificar a incidência de colonização por MRSA das mãos e fossas nasais de uma equipe de técnicos de enfermagem. Para isso foram colhidas amostras, com auxílio de swab umedecido com água destilada estéril, para coleta nas mãos e swab seco para coleta nas fossas nasais de 20 técnicos de enfermagem, totalizando 40 amostras. As mesmas foram semeadas em ágar chocolate e incubadas à 36° C por 24 horas. Foram realizadas coloração de Gram, teste da catalase, teste da coagulase e pesquisa de Proteína A (Staphyclin®), para a identificação de S. aureus. As colônias foram submetidas a três procedimentos metodológicos para identificação da sua condição de MRSA, sendo semeadura em meio cromogênio para MRSA da Biomerieux®, em meio enriquecido com oxacilina da Probac® e screneem de cefoxitina e oxacilina. Dentre as amostras das fossas nasais 17 (85%) apresentaram crescimento de S. aureus, sendo 64,7% dessas cepas MRSA. Das amostras das mãos 15 (75%) apresentaram crescimento de S. aureus, com 26,6% desses sendo cepas MRSA. Nesse contexto o presente trabalho corrobora com a importância da higienização das mãos dos profissionais da saúde para sua rotina de trabalho, afim de se dirimir a incidência de IRAS nas Unidades Hospitalares.

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Publicado

2012-10-30

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