A transferência na clínica com crianças

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v13.n38.2041

Palavras-chave:

Psicanálise, crianças, transferência, identificação projetiva

Resumo

Partindo da clínica com crianças, este estudo propõe uma discussão teórica acerca das especificidades que se impõe neste campo. Entre estas particularidades, que tornam o trabalho do analista cada vez mais complexo, destacamos o manejo da transferência e o lugar designado aos pais durante o processo analítico. A marca da diferença entre a análise de crianças e de adultos não se restringe a um aspecto técnico, essa diferença aponta para a uma questão central dos próprios fundamentos da psicanálise, isto é, a transferência. Na análise de crianças a transferência opera de modo diferente tendo em vista que os pais da realidade fazem-se presentes durante o tratamento. Por serem dois pilares desta clínica, fundamentais para o desenvolvimento e continuidade do trabalho com crianças e por não haver ações previamente instituídas, compreendemos ser indispensável discutir as particularidades do manejo transferencial neste contexto. Posteriormente, será indicada a identificação projetiva como um importante elemento a ser considerado no manejo da transferência.

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Biografia do Autor

Luciana Jaramillo Caruso Azevedo, PUC-RIO

Especialista em psicoterapia de família e casal (PUC-Rio)

Mestre em psicologia clínica (PUC-Rio)

Doutoranda em psicologia clínica (PUC-Rio)

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Publicado

12/11/2018

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas e Humanas