Relato de caso de adenoma pleomórfico de glândula salivar menor

Autores

  • A. C. Queiroz UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • C. J. F. Morais UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • J. K. S. Ferreira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • C. H. S. Lima UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • Y. J. Osugue UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v6.n2%20Esp.2367

Palavras-chave:

adenoma pleomórfico de glândula salivar menor, adenocarcinoma pleomórfico, tumor de glândula salivar

Resumo

Os tumores de glândulas salivares perfazem um total de 30 tipos distintos. São bastante incomuns e representam menos de 2% de todas as neoplasias humanas. Dentre os neoplasmas benignos das glândulas salivares, o adenoma pleomórfico (AP), também conhecido como tumor misto, é o mais comum (HATAKEYAMA et.al., 1994; COURTEN et.al., 1996; EROL et.al., 1997; CARINO et.al., 2007). O AP de glândulas salivares menores corresponde a um subtipo tumoral relativamente raro e benigno. Entretanto, aproximadamente 50% destes tumores tendem a se malignizar, transformando-se em adenocarcinoma pleomórfico. O aspecto clínico do AP de glândulas salivares menores é de massas salientes bem delimitadas, móveis, geralmente indolores e de crescimento lento e expansivo em mucosa bucal. Macroscopicamente são evidenciados como pequenos nódulos de 0,5 a 1 cm (raramente excedendo 6 cm em seu maior diâmetro), parcialmente encapsulados, de consistência elástica, com superfície de corte de coloração branca-acinzentada, por vezes brilhante. O quadro microscópico exibe uma grande variedade de estruturas com características de benignidade, sendo estas, formações acinares, ductais, células mioepiteliais, túbulos irregulares, matriz condroide e raramente focos osteóides. O tratamento de escolha é a cirurgia (enucleação total). Na ocorrência de falhas da excisão total, a permanência de massas residuais poderá levar à recidiva e até mesmo malignização. A relevância deste relato de caso é devido a baixa incidência e probabilidade de transformação em adenocarcinoma pleomórfico. O presente estudo trata-se do paciente L. de S. R., 57 anos, casado, branco, cuja topografia da lesão ocorreu na mucosa bucal, sendo os dados coletados nos arquivos do laboratório de anatomia patológica Catalão, no ano de 2011, na cidade de Volta Redonda (RJ).

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Publicado

08/17/2018