Biodiversidade dos parasitos de peixes marinhos do litoral do estado do Rio de Janeiro, Brasil: Parte I – Parasitos do dourado Coryphaena hippurus (Osteichthyes: Coryphaenidae)

Autores

  • L. C. Marques UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda
  • P. H. S. Gonçalves UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda
  • D. R. Alves UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda

Palavras-chave:

metazoários parasitos, Coryphaena hippurus, potencial zoonótico

Resumo

O dourado, Coryphaena hippurus Linnaeus, 1758 é um peixe ósseo marinho, oceânico de superfície, encontrado em águas tropicais e subtropicais. Alimenta-se principalmente de peixes e em menor escala de lula e crustáceos. Essa espécie constitui um importante recurso pesqueiro no litoral sudeste brasileiro. O presente trabalho tem como objetivo desenvolver um estudo qualitativo e quantitativo dos componentes da comunidade parasitária do dourado. Entre abril e junho de 2009, foram necropsiados 16 espécimes de C. hippurus, provenientes de Angra dos Reis (23º 01`S, 44º 19`W). Uma vez obtidos, os peixes foram acondicionados em caixas de isopor contendo gelo, assegurando assim boas condições para a coleta dos parasitos e proteção durante o transporte até o laboratório de biologia do UniFOA. Após a coleta, os cestóides, digenéticos e nematóides foram fixados em AFA e 48 horas após, transferidos para conservação em etanol 70ºGL. Os crustáceos foram fixados e conservados diretamente em etanol 70ºGL. Os peixes mediram 55 ± 3,55 cm de comprimento total. Todos os peixes examinados estavam parasitados por pelo menos uma espécie de metazoário. Sendo coletados 1328 espécimes de parasitos, com uma média de 82,8 + 72,1 por hospedeiro. Foram determinadas dez espécies de parasitos: quatro copépodes (Caligus coryphaenae, Caligus sp., Charopinopsis quaternia e Euryphorus nordmanni), quatro digenéticos (Aponurus laguncula, Didimozoídeo imaturo, Dinurus tornatus e Dinurus sp.), um nematóide (Anisakidae) e um cestóide (Scolex pleuronectis). Dinurus tornatus foi a espécie que apresentou maior prevalência e abundância. Os digenéticos e copépodes corresponderam a 84% e 13% dos espécimes de parasitos coletados, respectivamente. Embora o presente estudo seja preliminar, podemos observar semelhança na composição da fauna parasitária de C. hippurus com outros estudos, principalmente com relação aos digenéticos e nematóides. A diferença marcante está associada à ausência de larvas de Trypanorhincha.

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Publicado

11/01/2018

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