Liga 55% Al-Zn: uma alternativa anticorrosiva para o setor industrial

Autores

  • Wilma Clemente de Lima Pinto Centro Universitário Estadual da Zona Oestre - UEZO, Rio, RJ.
  • Gleyce Pereira da Silva Centro Universitário Estadual da Zona Oestre - UEZO, Rio, RJ.
  • Mauro Carlos Souza Centro Universitário Estadual da Zona Oestre - UEZO, Rio, RJ. http://orcid.org/0000-0002-2118-0501
  • Tania Maria Cavalcante Nogueira Escola de Engenharia Industrial e Metalúrgica Volta Redonda, UFF, RJ.

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v16.n46.3520

Palavras-chave:

Liga 55 % Al – Zn. Voltametria. Microscopia Eletrônica. Ensaios Acelerados.

Resumo

Chapas de aço carbono, revestidas com a liga 55% Al-Zn são usadas pela indústria por possuírem elevada resistência à corrosão atmosférica, conferindo maior durabilidade ao aço devido à maior resistência à corrosão por barreira conferida pelo alumínio, combinada à proteção galvânica do zinco. Estudou-se a liga submetida a dois diferentes tratamentos de cromatização, T1 e T2 por meio de técnicas que permitem o estudo em nível macroscópico e molecular. O processo de dissolução da liga das amostras T1q e T2 foi estudado utilizando-se a técnica voltamétrica em meio neutro de KNO3, 0,2 M contendo cloreto. Os processos eletroquímicos foram monitorados pela técnica de microscopia eletrônica de varredura. Os resultados de voltametria mostraram uma maior resistência à dissolução para a liga com o tratamento de cromatização T1. Na presença de cloreto ocorreu também a dissolução da fase dendrítica rica em alumínio. Foi observado o avanço da corrosão em T1 e T2 após a exposição de campo, ao ambiente marinho, por meio de microscopia eletrônica da seção transversal no final de 403 dias. Observou-se que o zinco foi completamente consumido nos espaços interdendríticos, evidenciando um ataque muito maior nestas regiões em relação a amostra T1. Na amostra T2 pode ser verificado também um ataque nas dendritas, o que não é evidenciado na amostra T1. Os resultados dos ensaios acelerados de névoa salina e câmara úmida após 1272 horas mostraram que, no ensaio de câmara úmida, T1 apresentou uma área exposta com corrosão branca localizada enquanto T2 teve uma maior densidade de pontos com corrosão branca. No ensaio de névoa salina observou-se que T1 possui área exposta totalmente tomada por corrosão branca com alguns pontos de corrosão vermelha e T2 além de apresentar área exposta completamente tomada por corrosão branca mostrou uma maior densidade de pontos com corrosão vermelha. Os resultados dos ensaios de campo e dos ensaios acelerados de laboratório estão concordantes com aqueles encontrados na voltametria, onde T1 possui maior resistência à corrosão que T2, provavelmente ocasionado pelo maior conteúdo de cromo total. A camada de 55% Al-Zn sobre o aço carbono produz durabilidade, proteção superficial e resistência à corrosão.

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Biografia do Autor

Mauro Carlos Souza, Centro Universitário Estadual da Zona Oestre - UEZO, Rio, RJ.

Engenheiro Quimico, Mestrado em Eng Nuclear (COPPE/UFRJ, Doutorado em Metalurgia e Materiais (COPPE/UFRJ) Pos doc em Irradiação de Alimentos. Prof. Adjunto da UERJ e da UEZO, no Depto. de Metalurgia

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Publicado

2021-08-26

Edição

Seção

Tecnologia e Engenharias