Malária extra-amazônica
estudo clínico-epidemiológico de casos e fatores envolvidos na letalidade
DOI:
https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v20.n55.5584Palavras-chave:
Malária, Epidemiologia, Letalidade, Plasmodium falciparum, Plasmodium vivaxResumo
A malária, embora concentrada na Amazônia Legal, apresenta maior taxa de letalidade na região extra-amazônica. Este estudo objetivou analisar a epidemiologia da malária na região extra-amazônica do Brasil entre 2018 e 2022, focando na distribuição espacial dos casos, nos fatores associados à letalidade e nos desafios para o controle da doença. Para isso, a pesquisa buscou descrever a distribuição dos casos, identificar os fatores sociodemográficos e epidemiológicos associados à mortalidade, analisar os casos de malária importados e avaliar os desafios no diagnóstico e notificação. Utilizando dados do SINAN e SIM, o estudo demonstrou o Sudeste como a região com maior número de óbitos, com destaque para São Paulo. O Plasmodium vivax foi o agente etiológico predominante, enquanto o Plasmodium falciparum prevaleceu entre os casos importados. A letalidade foi mais alta em homens, indivíduos brancos, com escolaridade de 8 a 11 anos e idade entre 30 e 39 anos. Concluiu-se que a malária extra-amazônica representa um desafio significativo para a saúde pública, exigindo orientações focadas em diagnóstico precoce, tratamento adequado e capacitação profissional para reduzir sua morbidade e letalidade.
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