Epidemiologia dos acidentes ofídicos no estado do Rio de Janeiro
DOI:
https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v21.n56.6122Palavras-chave:
Acidente ofídico. Serpentes peçonhentas. Epidemiologia. Saúde pública. Rio de Janeiro.Resumo
O ofidismo é caracterizado por manifestações clínicas decorrentes das picadas de serpentes, sendo elas peçonhentas ou não. A presente pesquisa teve como objetivo a avaliação e discussão de condições clínicas e dados epidemiológicos de acidentes ofídicos por serpentes peçonhentas no estado do Rio de Janeiro, entre o período de 2019 a 2023. Os dados foram coletados a partir do DATASUS/SINAN, onde as variáveis estudadas foram: ano e mês do acidente, faixa etária, escolaridade, raça, sexo, tempo de picada/atendimento, tipo de serpente, local da picada, soroterapia, acidente relacionado ao trabalho, classificação e evolução do caso e óbito, de acordo com os quatro gêneros de serpentes peçonhentas, Bothrops, Lachesis, Crotalus e Micrurus. Foram anotadas as ocorrências presentes nos 92 municípios do Rio de Janeiro. Os acidentes relacionados ao gênero Bothrops foram predominantes, enquanto o gênero Micrurus prevaleceu nos casos de letalidade. A maior quantidade de casos ocorreu principalmente nos municípios da Costa Verde, região Serrana e Metropolitana. Os acidentes ofídicos foram mais frequentes em homens entre 20 e 59 anos e nas áreas rurais do estado. Concluiu-se que os acidentes ofídicos representam um desafio significativo para a saúde pública, exigindo orientações focadas em diagnóstico precoce, tratamento adequado e capacitação profissional, com o intuito de reduzir sua letalidade.
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