A avaliação do efeito de tratamentos térmicos sobre a resistência ao desgaste do polímero polipropileno
DOI:
https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v21.n56.5947Palavras-chave:
Cinética de cristalização, cristalinidade, resistência ao desgaste, polipropileno, PolímeroResumo
A cinética de cristalização de polímeros tem ação direta em suas propriedades físicas. Para avaliação da correlação entre a resistência ao desgaste de um polímero e a cinética não-isotérmica de cristalização do mesmo pode-se adotar o ensaio de calorimetria diferencial de varredura (DSC) em que é possível determinar o grau de cristalinidade do material polimérico em diversas variações de taxas de resfriamento. Em seguimento, através de tratamentos térmicos é possível obter um aumento da cristalinidade do polímero e assim um aumento em sua resistência à abrasão, que pode ser medida por meio de ensaios de desgaste realizados em um abrasômetro tipo roda de borracha. Dessa forma, realizou-se os ensaios de DSC em amostras para diferentes taxas de resfriamento, verificando também, a análise isotérmica das amostras tratadas termicamente, o que demonstrou um aumento no grau de cristalinidade da amostra que durante o tratamento foi resfriada ao gelo em 37,17% quando comparado a amostra como recebido. Realizando também ensaios de dureza Vickers e o de desgaste observou-se que a amostra resfriada ao gelo apresentou maior dureza e resistência ao desgaste, ao contrário da amostra resfriada ao ar que demonstrou o menor grau de cristalinidade apresentando menor resistência ao desgaste e menor dureza. O presente trabalho pôde demonstrar que alterações microestruturais conduzem a um aumento da cristalinidade do material, correlacionando o grau de cristalinidade, tratamentos térmicos e a resistência ao desgaste do polipropileno.
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