A visão do paciente sobre a solicitação do exame ultrassom: está sendo um exame complementar ou há inversão de valores na prática do profissional médico?

Autores

  • V. S. Gonzalez UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • S. K. A. Honório UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • C. L. Crespo UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • L. A. C. S. Pegas UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • B. R. Barreto UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • J. V. Correia UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • A. V. Vargas UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1767

Palavras-chave:

relação médico-paciente, ultrassonografia, anamnese, exame físico

Resumo

Universalidade, equidade e integralidade são a base do sistema de saúde em nosso país, porém a população ainda não os vivencia plenamente. Persistem a dificuldade no acesso e a necessidade de um atendimento que contemple a construção eficiente da relação médico-paciente. Os modernos recursos tecnológicos na área de saúde proporcionam os meios necessários para um diagnóstico mais preciso (Resende, 2002), entretanto, quando se valoriza a tecnologia em detrimento do raciocínio clínico, a medicina se torna mais técnica, gerando prejuízo para a relação médico-paciente (Chehuen Neto 2007). O trabalho visou identificar se as solicitações de exames de ultrassom (USG) estão sendo feitas conforme semiologia adequada do paciente e se este tem a ciência da indicação do mesmo. Os questionários foram aplicados na sala de espera do serviço de USG do Hospital São João Batista (Volta Redonda), no período entre novembro de 2011 e agosto de 2012. Dentre as principais indicações para a realização de USG, dor abdominal (21,05 %) e a ITU (14,03 %) corresponderam à maioria. Entretanto, 10,52 % dos exames não tinham uma indicação específica. No grupo estudado, 85,96 % relataram saber o motivo que levou o médico a pedir o exame. Além disso, em 89,47 % dos casos, o médico havia realizado o exame clínico durante a consulta. 94,7% dos pacientes foram questionados sobre a doença atual, 70,17% sobre a história familiar, 66,6% sobre a história patológica pregressa e 78,94% sobre a história social. Quanto ao tempo da consulta, a maioria (59%) durou 30 minutos e apenas 8,77% tiveram rápida duração, cerca de 5 minutos. O presente trabalho demonstrou um resultado positivo na relação médico-paciente, evidenciando a busca por uma medicina baseada na propedêutica criteriosa.

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Publicado

2012-10-30

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