Avaliação do cateter central de inseção periférica na UTI Neonatal (2008 - 2010)

Autores

  • A. M. A. Alves Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
  • K. A. A. Coutinho Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
  • A. B. M. F. Barreto Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
  • G. R. G. Silva Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
  • A. F. Fratani Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro
  • P. B. C. Matos Hospital Universitário Pedro Ernesto, Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1797

Palavras-chave:

recém-nascido, cateterismo venoso central, fatores de risco, enfermagem neonatal

Resumo

A utilização de cateter central de inserção (CCIP) tem aumentado nos últimos anos devido aos seus comprovados benefícios; é considerado um dos principais avanços na área neonatal. Por tratar-se de um procedimento invasivo requer cuidados especiais para diminuir a ocorrência de complicações. Este estudo teve como objetivos: Identificar as veias de escolha para a inserção do CCIP no recém-nascido; identificar o tempo de permanência do CCIP; Descrever os fatores que conduziram a remoção do cateter pelo enfermeiro. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa. Foi realizado em uma Unidade Neonatal de um Hospital Universitário do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe de 24 leitos. Os dados foram coletados nas fichas de controle e avaliação do cateter, que são preenchidas pelos enfermeiros após o procedimento, no período de 2008 a 2010. Para análise dos dados foi utilizado gráficos e tabelas. Identificou-se que a veia cefálica e a basílica foram as mais utilizadas na inserção do cateter com um percentual de 28,1 e 26,2, respectivamente, seguido da veia jugular (11,3%); 7,1% dos impressos não apresentavam registro deste dado. Com relação ao tempo de permanência do cateter, 19,1% permaneceram de 6 a 10 dias, 19,1% de 3 a 5 dias e 9,7% de 11 a 15 dias; 27,8 % dos enfermeiros não fizeram o registro no impresso. A maioria dos cateteres foi retirado pelos enfermeiros devido à intercorrências como: infecção (11,9%), obstrução (7,4%) e ruptura. Apenas 28,8% ocorreu pelo término do tratamento. A falta de registro de dados também se fez presente neste item totalizando 27,8%. O estudo aponta a necessidade de treinamento da equipe para o preenchimento correto do impresso de acompanhamento do cateter desde a implantação até a retirada, o que poderá subsidiar uma melhor avaliação e treinamento da equipe para reduzir as complicações e aumentar o tempo de permanência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2012-10-30