Incidência de acidentes tromboembólicos em portadores de fibrilação atrial e possíveis tratamentos

Autores

  • T. C. F. Carvalho UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda,

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1924

Palavras-chave:

fibrilação atrial, Acidente Vascular Encefálico, anticoagulantes

Resumo

Considerada um importante fator de risco para acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico, a fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais frequente na prática clínica. Aproximadamente 20% dos AVE estão associados a FA, esta é a condição clínica isolada de maior risco relativo para a ocorrência destes na faixa de 80 a 89 anos, mostrando uma incidência de 23,5%. O Framingham Heat Study mostrou que a presença isolada de Doença Coronariana (DAC), Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) ou Insuficiência Cardíaca (IC) aumentava a incidência de AVE ajustada para a idade numa proporção de mais de duas, três ou quatros vezes, respectivamente, enquanto a presença de FA não associada a doenças valvares aumentava esse risco em quase cinco vezes. Eventos tromboembólicos são responsáveis por taxas de mortalidade de 50% a 100% mais elevadas em paciente com FA, em relação a indivíduos normais. De um modo geral, as evidências atuais são de que o tratamento anticoagulante em paciente com FA, independente da apresentação clínica, reduzem em cerca de 65% a 80% a incidência de AVC. O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão da literatura atual sobre a incidência de fibrilação atrial correlacionada com acidentes tromboembólicos, discutindo a terapêutica e possíveis intervenções a estes pacientes.

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Publicado

2012-10-30