Práticas corporais na saúde mental – cartografia de uma oficina de caminhada

Autores

  • M. F. P. da S. Carvalho UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. P. Alves UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.1991

Palavras-chave:

saúde mental, práticas corporais, qualidade de vida

Resumo

O presente estudo objetivou acompanhar as práticas corporais emergentes da Oficina
Terapêutica de Caminhada, enquanto um dispositivo de cuidado no território, e produtor de
avanços na qualidade de vida dos usuários da Saúde Mental no município de Barra do Piraí/
RJ. A investigação procurou questionar discursos e práticas instauradas historicamente
no tratamento de pessoas com transtornos mentais, a partir do movimento da Reforma
Psiquiátrica (BRASIL, 2005) que buscou desconstruir práticas, discursos sociais e de
valores que sustentam a lógica manicomial produtora de segregação e exclusão social.
Essa perspectiva, atualmente, propõe novos olhares para o sujeito em sofrimento psíquico,
a partir da reconstrução do imaginário social da loucura (BASAGLIA apud ALVES,
2009). As ações de cuidado se voltam para o seu potencial ressocializador favorecendo
aos usuários de saúde mental a retomada e ocupação de seus territórios. Procurando
acompanhar os processos de subjetivação decorrentes da ocupação destes espaços, optouse
pelo método da cartografia (PASSOS et al 2009). Na intenção de apreender os dados
durante a investigação foi utilizado o caderno de campo para atuar na pesquisa numa
perspectiva de processualidade, produzindo dados sobre possíveis melhorias a partir da
inserção no referido dispositivo terapêutico – Oficina de Caminhada. Os sujeitos que
compuseram a pesquisa são usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS),
cujo consentimento foi expresso no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE). Os achados da pesquisa apontam as práticas corporais na saúde mental como
potencializadoras de um cuidado que estabelece apropriações territoriais, qualidade de
vida e prazer pelo encontro com o próprio corpo e com o coletivo.

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Publicado

2012-10-30

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