Síndrome de Takotsubo: aspectos relevantes

Autores

  • S. Guerra UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Souza UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Silva UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • L. Silva UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • G. Camara UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • G. Santos UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. Smith UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • P. Rabelo UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • C. Prado UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • A. L. Oliveira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v7.n1%20Esp.2012

Palavras-chave:

síndrome, mulheres, estresse

Resumo

A síndrome de Takotsubo, também conhecida como “síndrome do coração partido”, ou cardiomiopatia de Takotsubo, é caracterizada pela disfunção transitória do ventrículo esquerdo (VE) após intenso estresse emocional ou físico, na ausência de coronariopatias significantes. Acomete, principalmente, mulheres (na proporção de 4:1), pós-menopausa (90% dos casos). Acredita-se que a falta de estrogênio nessa faixa etária, poderia estar relacionada com disfunção endotelial, sendo um dos fatores determinantes para a patogênese nessa população específica. A clínica é semelhante a de uma síndrome coronariana aguda, com súbita dor precordial, dispneia, alterações eletrocardiográficas e elevação dos marcadores de necrose miocárdica. Daí decorre a dificuldade de fazer o diagnóstico. Um dado importante é que a cardiomiopatia de Takotsubo representa entre 1 e 2% dos casos inicialmente diagnosticados como síndrome coronariana aguda. O diagnóstico só poderá ser definido após a realização da cineangiocoronariografia e ventriculografia esquerda que, mostrarão, respectivamente, ausência de lesões ateroscleróticas importantes nas coronárias e, acinesia ou discinesia apical do VE associado à hipercinesia basal dessa cavidade. A fisiopatologia da cardiomiopatia de Takotsubo é incerta, sendo que o espasmo arterial coronário, alteração microvascular, miocardite viral, níveis elevados de catecolaminas (devido a um estresse físico ou emocional), e variações anatômicas da artéria descendente anterior, todos, são apontados como possíveis mecanismos etiopatogênicos. O tratamento é inespecífico, já que a fisiopatologia é incerta, e na grande maioria dos casos, a doença tem um curso limitado, geralmente de 2 a 4 semanas. A principal abordagem é manter a estabilidade hemodinâmica, sendo necessário um tratamento individualizado. O objetivo deste trabalho é atentar para as principais características da Síndrome de Takotsubo, dando ênfase, principalmente, para a faixa etária e gênero acometidos, além de difundir informação, visto seu estudo ser escasso e frequentemente ignorado.

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Publicado

2012-10-30

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