Cannabis sativa: o imaginário coletivo de estudantes de medicina sobre o uso de maconha

Autores

  • P. M. Leite UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • D. T. Melo UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • I. G. A. Oliveira UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • I. R. Paranhos UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • N. F. Sousa UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda
  • M. A. M. Barreto UniFOA – Centro Universitário de Volta Redonda

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v6.n2%20Esp.2290

Palavras-chave:

Cannabis sativa, desenho-estória com tema, estudantes de medicina

Resumo

A Cannabis sativa, comumente conhecida como maconha, tem seu uso muito difundido entre os jovens, que, em grande parte, a consideram inofensiva, e está em franca evidência pelas atuais campanhas de descriminalização e liberação de uso. Julgamos interessante saber o que pensam futuros médicos, que serão, após formados, linha de frente no atendimento, diagnóstico, tratamento e encaminhamento de pessoas que apresentam um padrão abusivo de drogas. Considerando que aquilo que é imaginado influencia, sobremaneira, a conduta dos indivíduos e embasa suas escolhas e atitudes, facilitando ou dificultando o enfrentamento dos desafios encontrados, pretende-se ampliar o conhecimento acerca do imaginário dos jovens futuros médicos sobre um problema considerado de saúde pública. Além disso, pretende-se a produção de conhecimento que possa trazer subsídios para atuação psicoprofilática, num enfoque de responsabilidade social da profissão. Esse trabalho foi um projeto de Iniciação Científica que abordou o tema através do método de Desenhos-Estória com Tema. Foram convidados alunos de todos os períodos de um curso de graduação em medicina e observados determinantes lógico-emocionais que sustentam o imaginário coletivo, através de uma abordagem psicanalítica. Foram obtidos 146 desenhos-estória, feitos por alunos com idade entre 18 e 35 anos. Observou-se que a minoria dos desenhos representa usuários do sexo feminino e o mesmo percentual (7,5%) se aplica aos desenhos estória que não atribuem nenhum prejuízo ao uso da maconha. Verificamos a predominância de alguns campos psicológicos não conscientes, onde se destaca o uso da maconha como válvula de escape para problemas, o estereótipo de um usuário, a influência do grupo e a Cannabis como sinônimo de afastamento de família e estudo. É frequente a consciência dos malefícios, retratada num discurso repetido, marcadamente aprendido, levando a considerar que o futuro médico necessita se apropriar das próprias convicções a respeito do tema, para que possa atuar profilaticamente junto à população que irá atender quando formado. O projeto continua em andamento, na fase final de análise das produções.

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Publicado

08/17/2018

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