O conhecimento nas instituições de ensino – uma revisão de literatura e reflexões para os docentes

Maria da Conceição Vinciprova Fonseca

Resumo


Este trabalho parte de uma compilação teórica, feita por Douglas Barnes (1988), e de reflexões de outros estudiosos, todos visando a refletir criticamente sobre o conhecimento de que tratam as instituições de ensino. Tais considerações são importantes quando são pensados os currículos que devem orientar os cursos nos vários níveis escolares, do fundamental à pós-graduação. Os diversos teóricos observam que o conhecimento, quando apresentado de maneira mais tradicional, parece estar dissociado da realidade, levando os alunos ao desinteresse por se verem repetindo o pensamento alheio, sem espaço para se afirmarem como sujeitos de seu aprendizado. Por outro lado, há uma forte política de estímulo à profissionalização, em que o conhecimento é afunilado e direcionado para o mercado de trabalho. Há ainda o conhecimento cujo objeto é ele mesmo: o caso da preparação para exames e provas. O que se pretende discutir aqui é a que as necessidades humanas vão além de um cargo numa firma e da memorização de conteúdos. O conhecimento deve ser traduzido em ação afirmativa que promova a autonomia do aluno, que deve ouvir e fazer-se ouvir, num diálogo respeitoso e permanente, tomando para si a responsabilidade por seu aprendizado. Com esse foco, o conhecimento deve servir para a vida, além do trabalho, e manterá o valor quando uma nova técnica substituir a que o aluno já domina, pois ele deverá estar apto a buscar o que ainda não conhece.


Palavras-chave


Conhecimento. Instituições de Ensino. Reflexão.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.25119/praxis-3-5-980

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