Desenvolvimento de juvenis de cavalos-marinhos Hippocampus reidi (GYNSBURG, 1933) (Actinopterygii: Masterosteiformes) após a postura do macho em cativeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v17.n48.3566

Palavras-chave:

Alimentação. Ilha dos Martins. Peixes. Rio de Janeiro. Syngnathidae.

Resumo

Cavalos-marinhos são peixes ósseos da família Syngnathidae que possuem 55 gêneros. No Brasil, a espécie Hippocampus reidi tem seu limite no norte do Pará ao Rio Grande do Sul, e habita ambientes estuarinos, recifais, costões rochosos, bancos de vegetação submersas nas praias arenosas. A gestação e cuidado parental é exercida exclusivamente pelo macho. São animais vorazes, capazes de consumir grandes quantidades diárias de presas. O estudo tem como objetivo analisar a alimentação e o crescimento de H. reidi na primeira semana após o nascimento, observando o comportamento alimentar dos alevinos após a postura e introduzir ao ambiente natural o maior número de H. reidi para conservação da espécie. A coleta foi realizada na praia do Meio, na Ilha dos Martins, Rio de Janeiro, Brasil. Em seguida, o animal foi transportado para o Laboratório de Biologia Marinha (LabMar), Centro de Pesquisas Biológicas (CEPBio) da Universidade Castelo Branco-RJ, onde foi identificado um macho com a bolsa incubadora elevada de Hippocampus reidi, medindo 10,5 cm, na cor laranja. Após a postura do macho foram contabilizados cerca de 500 alevinos. Durante os setes primeiros dias os juvenis foram alimentados com zooplânctons coletados no local de coleta e náuplios de artêmias salinas, que são ricas em proteínas, sais minerais, vitaminas A e B, provitamina A, que evita o raquitismo, além do caroteno, que intensifica a cor dos peixes. Foi analisado o comportamento em cativeiro e desenvolvimento morfológico dos alevinos durante os primeiros sete dias. Após os ensaios, todos os animais foram devolvidos ao seu habitat natural, reintroduzidos in loco da coleta.

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Biografia do Autor

Fabio Moraes da Costa, Universidade Castelo Branco, Escola da Saúde e Meio Ambiente. Rio de Janeiro, RJ.

Possui graduação, bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas. Mestrado em Química Analítica pelo Instituto de Química, Centro de Tecnologia, CT, Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. Doutorado em Engenharia Química, área de atuação Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos, pela Escola de Química, EQ, UFRJ.

Fabiano Paschoal, Universidade Castelo Branco, Escola da Saúde e Meio Ambiente. Rio de Janeiro, RJ.

Doutor em Biologia Animal (Zoologia) pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Mestre em Ciências (Parasitologia Veterinária) pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Castelo Branco. Possui experiência na área de diagnóstico morfológico de parasitas em organismos aquáticos e suas interações com os hospedeiros, principalmente em peixes.

Alessandra Araujo de Alcantara, Laboratório de Biologia Marinha. Centro de Pesquisas Biológicas, Universidade Castelo Branco (UCB), Rio de Janeiro, RJ.

Bacharel em Ciências Biológicas, Especialista em Biologia Marinha e Oceanografia, e atua como pesquisadora no Laboratório de Biologia Marinha da Universidade Castelo Branco, com linha de pesquisa em ecologia bêntica, com ênfase em Echinodermata.

Roberta Elisa da Silva dos Santos de Souza, Laboratório de Biologia Marinha. Centro de Pesquisas Biológicas, Universidade Castelo Branco (UCB), Rio de Janeiro, RJ.

Bacharel em Ciências Biológicas, e atua como pesquisadora no Laboratório de Biologia Marinha da Universidade Castelo Branco.

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Publicado

04/01/2022

Edição

Seção

Ciências Biológicas e da Saúde