Sequência didática investigativa como recurso pedagógico para ensinar sobre o Cerrado e os cupins

Autores

  • Jullyanna Cabral De Moura Universidade Estadual de Goiás. Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas. Anápolis, Goiás.
  • Marcelo Duarte Porto UEG, Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas. Anápolis, Goiás.
  • Hélida Ferreira Ferreira Cunha UEG, Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas. Anápolis, Goiás.

DOI:

https://doi.org/10.47385/praxis.v13.n26.1265

Palavras-chave:

Construção do Conhecimento, Ensino de Ciências, Ensino por investigação.

Resumo

O desinteresse dos estudantes brasileiros pela ciência sinaliza a necessidade de investigações sobre estratégias de ensino mais interessantes. Assim, o presente estudo teve como finalidade elaborar, aplicar e verificar as contribuições de uma sequência didática investigativa para ensinar sobre o Cerrado e os cupins. A pesquisa ocorreu com uma turma de 6º ano do ensino fundamental, de um colégio público, em Anápolis (GO). As atividades foram elaboradas de acordo com os três momentos pedagógicos: problematização inicial, organização do conhecimento e aplicação do conhecimento. Foram aplicadas seis atividades que totalizaram 15 aulas. Para a coleta de dados utilizou-se o questionário pré e pós-teste e uma entrevista em grupo. Os resultados demonstraram que a maioria dos estudantes apresentava concepções estereotipadas a respeito do Cerrado e dos cupins, mas isso diminuiu após a participação na sequência didática. A análise do grupo focal confirmou que as atividades contribuíram para a construção do conhecimento científico. 

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Biografia do Autor

Jullyanna Cabral De Moura, Universidade Estadual de Goiás. Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas. Anápolis, Goiás.

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Goias (2006). Mestrado em Ensino de Ciências, pela Universidade Estadual de Goiás. Atualmente é professora da Escola Municipal Itamar Martins Ferreira e professora do Colégio da Polícia Militar de Goiás Unidade Major Oscar Alvelos.

 

Marcelo Duarte Porto, UEG, Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas. Anápolis, Goiás.

Pós-Doutor em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília(UCB). Graduado em Psicologia pela Universidade de Brasília (1999), Mestre (2002) e Doutor (2008) em Psicologia pela mesma instituição. Professor concursado na Universidade Estadual de Goias desde 2004. Atua como docente e orientador no Mestrado Profissional em Ensino de Ciências, sendo atualmente o vice-coordenador do programa. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica, Psicologia da Educação e do Processos de Ensino e Aprendizagem Também tem experiência na elaboração de Projetos Pedagógicos para cursos de graduação. É autor dos seguintes livros: "Educação Inclusiva: concepções e práticas na perspectiva de professores" ; "Psicanálise: da sexualidade à vida social" ;" Prevenção ao fenômeno Bullyig: um estudo com grupos focais sobre o papel social do professor"; "Da Canalhice à Redenção: Nelson Rodrigues e o Supereu Brasileiro". "Metodologia Científica Descomplicada: pesquisa e prática para iniciantes". Membro Titular da Academia de Letras de Brasília(ACLEB), na qual exerce a função de Diretor Cultural. Membro do Conselho Editorial da Editora da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Hélida Ferreira Ferreira Cunha, UEG, Câmpus de Ciências Exatas e Tecnológicas. Anápolis, Goiás.

Doutorado em Ciências Ambientais (2006), mestrado em Biologia (área de concentração em Ecologia/ 2000) e graduação (Bacharelado e Licenciatura/ 1993) em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é docente de ensino superior em Regime de Dedicação Exclusiva da Universidade Estadual de Goiás. Atua como docente e orientadora no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Recursos Naturais do Cerrado e no Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Ciências. Avaliadora ad hoc do INEP-MEC. Líder de grupo de pesquisa no CNPq. Tem experiência na área de Ecologia Evolutiva, atuando principalmente nos seguintes temas: Isoptera, Cerrado, macroinvertebrados terrestres.

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Publicado

05-01-2022

Edição

Seção

Artigos