Entre a vida que gesta e a escrita que floresce
Maternidade e brincar livre na natureza
Palavras-chave:
maternidade; permanência acadêmica; brincar livre; natureza; autoetnografia.Resumo
Este artigo discute os atravessamentos entre maternidade, produção científica e permanência acadêmica a partir da experiência de uma mestranda-mãe durante a construção de uma dissertação em Educação. Vinculado a uma pesquisa sobre o brincar livre em espaços de natureza em uma creche pública de Maracás-BA, o estudo busca compreender como a gestação atravessa os modos de pesquisar, escrever e permanecer na universidade. Metodologicamente, a investigação articula etnografia e autoetnografia em uma abordagem qualitativa, utilizando observação participante, diário de campo e registros das experiências vividas durante a gestação. As análises evidenciam que o brincar livre na natureza potencializa experiências de criação, imaginação e pertencimento das crianças. Ao mesmo tempo, revelam que a maternidade tensiona lógicas produtivistas da universidade, expondo desafios relacionados à permanência de mulheres-mães na pós-graduação. Conclui-se que produzir conhecimento durante a gestação amplia formas sensíveis, corporais e situadas de compreender a pesquisa acadêmica.
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