As práticas de Educação Permanente em Saúde no contexto da Estratégia Saúde da Família: uma revisão integrativa

Autores

  • Guilherme Emanuel Weiss Pinheiro Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
  • Marcelo Schenk de Azambuja Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Andrea Wander Bonamigo Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

DOI:

https://doi.org/10.47385/praxis.v13.n2sup.773

Resumo

A Educação Permanente em Saúde é entendida como a aprendizagem no trabalho, a partir das vivências dos sujeitos e baseada no cotidiano dos serviços, tem a finalidade de transformar a realidade por meio da qualificação da prática profissional e da organização dos serviços de saúde. Este artigo tem como objetivo geral analisar as práticas de Educação Permanente em Saúde no contexto da Estratégia Saúde da Família. E como objetivos específicos identificar ações no campo da Educação Permanente em Saúde na Estratégia Saúde da Família; e destacar elementos facilitadores e os que constituem entraves nos processos de Educação Permanente em Saúde nessa realidade. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura que utilizou como base de dados o Portal Periódicos da CAPES e o SCIELO. Essas buscas geraram 271 trabalhos, sendo 43 do Scielo e 228 do Portal de Periódicos, após a seleção dos títulos, leitura dos resumos e leitura na íntegra, foram selecionados 23 artigos que integraram o banco de dados deste trabalho. Foram categorizados os dados em três sessões: as práticas de Educação Permanente, elementos facilitadores das práticas e entraves visíveis nas práticas. Por fim, é preciso compreender a Educação Permanente em Saúde como uma política inovadora de construção de saberes a partir de vivências e realidades de todos atores envolvidos, que busca nos serviços de saúde se consolidar e oferecer aporte técnico-assistencial para melhoria da qualidade das ações da Estratégia Saúde da Família, conforme este estudo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Guilherme Emanuel Weiss Pinheiro, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Enfermeiro de ESF no município de Arvorezinha - RS. Mestrando em Ensino na Saúde na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Marcelo Schenk de Azambuja, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Graduado em Hotelaria, Doutor em Comunicação Social, Prof Adjunto do PPGEnSau/UFCSPA

Andrea Wander Bonamigo, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

Fonoaudióloga, Doutora em Saúde Pública, Profª Adjunta do PPGEnSau/UFCSPA

Referências

ARAÚJO, C. E. L.; PONTES, R. J. S. Constituição de sujeitos na gestão em saúde: avanços e desafios da experiência de Fortaleza (CE). Ciência & Saúde Coletiva, v. 17, p. 2357-2365, 2012. ISSN 1413-8123.

BALBINO, A. C. et al. Educação permanente com os auxiliares de enfermagem da Estratégia Saúde da Família em Sobral, Ceará. Trabalho, Educação e Saúde, v. 8, p. 249-266, 2010. ISSN 1981-7746.

BATISTA N. et al. O enfoque problematizador na formação de profissionais de saúde. Revista de Saúde Pública, v. 39, n. 2, p. 231-237, 2005.

BARBOSA, V. B. D. A.; FERREIRA, M. D. L. S. M.; BARBOSA, P. M. K. Educação permanente em saúde: uma estratégia para a formação dos agentes comunitários de saúde. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 33, p. 56-63, 2012. ISSN 1983-1447.

BOTELHO, L. L. R., CUNHA, C. C. de A., MACEDO, M. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade, Belo Horizonte. v.5, n.11.p.121-136, maio/agosto, 2011.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.Política Nacional de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2012.110 p.

______. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. 35. ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2012. 454 p.

______. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação em Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. 64 p.

CARDOSO, A. V. L. et al. Avaliação da gestão da Estratégia Saúde da Família
por meio do instrumento Avaliação para Melhoria da Qualidade em municípios de Minas Gerais, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, p. 1267-1284, 2015. ISSN 1413-8123.

CARDOSO, I. M. "Rodas de educação permanente" na atenção básica de saúde: analisando contribuições. Saúde e Sociedade, v. 21, p. 18-28, 2012. ISSN 0104-1290.

CECCIM, R. B., FEUERWERBER, L. M. C. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis: Rev. Saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.4, p. 41-65, 2004.

D'ÁVILA, L. S. et al. Adesão ao Programa de Educação Permanente para médicos de família de um Estado da Região Sudeste do Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, p. 401-416, 2014. ISSN 1413-8123.

EZEQUIEL, M. C. D. G. et al. Estudantes e usuários avaliam ferramenta de educação permanente em saúde - Sieps. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 36, p. 112-130, 2012. ISSN 0100-5502.

FIGUEIREDO, P. P. D. et al. Processo de trabalho da Estratégia Saúde da Família: a concepção de gestão que permeia o agir em saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 20, p. 235-259, 2010. ISSN 0103-7331.

FORTUNA, C. M. et al. Notas cartográficas do trabalho na Estratégia Saúde da Família: relações entre trabalhadores e população. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 46, p. 657-664, 2012. ISSN 0080-6234.

______. Educação permanente na estratégia saúde da família: repensando os grupos educativos. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 21, p. 990-997, 2013. ISSN 0104-1169.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia - Saberes Necessários À Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 43ª Ed. 2011.

________. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 42.ª edição. 2005

MERHY, E. E. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. São Paulo: Hucitec, 2002

PAGANI, R.; ANDRADE, L. O. M. D. Preceptoria de território, novas práticas e saberes na estratégia de educação permanente em saúde da família: o estudo do caso de Sobral, CE. Saúde e Sociedade, v. 21, p. 94-106, 2012. ISSN 0104-1290.

PAIM, J. J. Planejamento em saúde para não especialistas. In: CAMPOS, G.W. Tratado de Saúde Coletiva. Rio de Janeiro: Hucitec/Fiocruz, 2006. P.15-30

RAMOS, M. Educação pelo trabalho: possibilidades, limites e perspectivas da formação profissional. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 18, sup. 2. p. 55-59, 2009.

RICARDI, L. M.; SOUSA, M. F. D. Educação permanente em alimentação e nutrição na Estratégia Saúde da Família: encontros e desencontros em municípios brasileiros de grande porte. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, p. 209-218, 2015. ISSN 1413-8123.

RODRIGUES, A. C. S.; VIEIRA, G. D. L. C.; TORRES, H. D. C. A proposta da educação permanente em saúde na atualização da equipe de saúde em diabetes mellitus. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 44, p. 531-537, 2010. ISSN 0080-6234.

SANTANA, F. B. et al. Ações de saúde na estratégia saúde da família no município goiano na perspectiva da integralidade. Revista Eletrônica de Enfermagem,v.15, n. 2, p.422-9, 2013

SANTOS, P. T. D.; BERTOLOZZI, M. R.; HINO, P. Necessidades de saúde na atenção primária: percepção de profissionais que atuam na educação permanente. Acta Paulista de Enfermagem, v. 23, p. 788-795, 2010. ISSN 0103-2100.

SILVA, J. A. M. D.; PEDUZZI, M. Educação no trabalho na atenção primária à saúde: interfaces entre a educação permanente em saúde e o agir comunicativo. Saúde e Sociedade, v. 20, p. 1018-1032, 2011. ISSN 0104-1290.

SILVA, L. A. A. D. et al. Educação permanente em saúde e no trabalho de enfermagem: perspectiva de uma práxis transformadora. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 31, p. 557-561, 2010. ISSN 1983-1447.

SLOMP JUNIOR, H.; FEUERWERKER, L. C. M.; LAND, M. G. P. Educação em saúde ou projeto terapêutico compartilhado? O cuidado extravasa a dimensão pedagógica. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, p. 537-546, 2015. ISSN 1413-8123.

SLOMP JUNIOR, H.; FEUERWERKER, L. C. M.; MERHY, E. E. Histórias de vida, homeopatia e educação permanente: construindo o cuidado compartilhado. Ciência & Saúde Coletiva, v. 20, p. 1795-1803, 2015. ISSN 1413-8123.

TESSER, C. D. et al. Estratégia saúde da família e análise da realidade social: subsídios para políticas de promoção da saúde e educação permanente. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16, p. 4295-4306, 2011. ISSN 1413-8123.

VIDAL, S. V. et al. A bioética e o trabalho na estratégia saúde da família: uma proposta de educação. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 38, p. 372-380, 2014. ISSN 0100-5502.

VIEIRA, D. K. R. et al. Atenção em genética médica no SUS: a experiência de um município de médio porte. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 23, p. 243-261, 2013. ISSN 0103-7331.

WHITTEMORE, R. Combining evidence in nursing research: methods and implications. Nursing Research, Baltimore, v. 54, n. 1, p. 56-62, Jan./Feb. 2005.

ZAVARESE DA COSTA, V. et al. Educação permanente no Programa Saúde da Família: um estudo qualitativo. Investigación y Educación en Enfermería, v. 28, p. 336-344, 2010. ISSN 0120-5307.

Downloads

Publicado

14-11-2022