MUJERES PRIVADAS DE LIBERTAD: INFORME DE LA ATENCIÓN PRIMARIA EN UNIDADES PENALES DE PERNAMBUCO
Palabras clave:
Atenção Primária a saúde, Prisões, Saúde da mulherResumen
Resumo: O Brasil vem passando por um aumento expressivo do aprisionamento, dentre eles se destaca o feminino com aumento de 564% entre 2000-2019. Apenas em 2014 foi institucionalizada uma política estruturada para implantação da rede de atenção primária para população carcerária, por se tratar de uma política relativamente nova, evidencia-se a necessidade de maior entendimento do ponto de vista das usuárias. Teve como objetivo compreender o funcionamento da atenção primária à saúde na perspectiva das mulheres privadas de liberdade em unidades prisionais de Pernambuco. Foi um estudo de abordagem qualitativa, exploratório, realizado em duas unidades prisionais da região metropolitana do Recife, contou com participação de quinze detentas em dois grupos focais, a análise dos dados se deu pela técnica de análise temática. Constatou-se a presença das equipes de atenção primária nas duas unidades pesquisadas. No entanto, foi detectado escassez nas ações relativas à competência da promoção da saúde, entraves no acesso a rede de atenção à saúde, relacionados a insuficiência de escolta e efetivo, e problemas interpessoais relacionados a equipe de ressocialização, e a estrutura incompatível a população carcerária existente, o que compromete a humanização. Conclui-se que os resultados indicam a necessidade de revisão quanto a composição da equipe prisional, e um estreitamento na relação entre o setor saúde e setor de ressocialização, no sentido de equacionar os problemas relativos ao acesso e humanização. É importante reforçar a garantia dos direitos dentro do microcosmo prisional.
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Citas
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