Integração básico-clínica em um curso de Medicina com currículo tradicional
percepção discente, desafios e implicações pedagógicas
DOI:
https://doi.org/10.47385/praxis.v18.n32.6079Palavras-chave:
Educação Médica, Currículo, Integração CurricularResumo
Introdução: A integração entre conteúdos básicos e clínicos constitui eixo estruturante dos currículos médicos contemporâneos, por favorecer aprendizagens significativas, desenvolvimento do raciocínio clínico e formação profissional integral. Entretanto, sua efetivação ainda representa desafio em muitas escolas médicas brasileiras, especialmente naquelas organizadas sob currículos tradicionais. Objetivo: Analisar a percepção de estudantes de um curso de Medicina com currículo tradicional acerca da integração vertical, considerando sua relação com motivação, aprendizagem, práticas avaliativas e políticas institucionais. Método: Estudo transversal, observacional e analítico, com aplicação de questionário online baseado em escala Likert a discentes do 1º ao 12º semestre. O instrumento incluiu 12 afirmativas distribuídas nos níveis de programa, curso e sessão, além de variáveis sociodemográficas. Resultados: Participaram 93 estudantes. A maioria reconheceu a presença de integração vertical no curso; entretanto, 92% consideraram que os conteúdos básicos deveriam estar mais conectados aos cenários práticos. A utilização de casos clínicos aumentou a motivação para 89% dos respondentes e foi percebida como estratégia capaz de reduzir lacunas formativas por 94%. Apenas 32% relataram que as avaliações estimulam o raciocínio clínico, enquanto cerca de metade dos estudantes apontou predomínio de cobrança conteudista. Ademais, somente 31% perceberam integração entre docentes, 29% identificaram políticas institucionais voltadas à integração e 28% declararam satisfação com a articulação atual entre conteúdos básicos e clínicos. Conclusão: Embora haja reconhecimento da integração vertical, persistem fragilidades relacionadas à articulação docente, às práticas avaliativas e ao suporte institucional, indicando a necessidade de políticas acadêmicas e estratégias pedagógicas sistemáticas para fortalecer a integração básico-clínica.
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