O envelhecimento na atualidade: uma controvertida produção coletiva

Autores

  • Julio Cesar de Almeida Nobre Prof. Dr. em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, docente do Centro Universitário de Volta Redonda, UniFOA
  • Ivanete da Rosa Silva de Oliveira Prof. Dra. em Políticas Públicas, docente do Centro Universitário de Volta Redonda, UniFOA
  • Thabata Braga Mendes Profa. Me. em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, docente do Instituto de Educação Superior Dellatorre, IESD
  • Arlene Assis de Oliveira Discente do Curso de Serviço Social do Centro Universitário de Volta Redonda, UniFOA
  • Liz Rodrigues de Souza Discente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário de Volta Redonda, UniFOA
  • Renata Rodrigues Silva Discente do Curso de Educação Física do Centro Universitário de Volta Redonda, UniFOA

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v12.n33.481

Palavras-chave:

Palavras-chave, Cartografia, Controvérsias, Envelhecimento, Teoria Ator-rede.

Resumo

Nos dias atuais, inúmeros são os argumentos e concepções acerca da velhice, estando estes atrelados e relacionado a múltiplos interesses. Muitos são aqueles que apontam para uma realidade onde o humano é produzido como objeto e valorizado pela sua produtividade. Desse modo, o envelhecimento, articulado a uma significativa perda da produtividade, criaria uma existência que se torna obsoleta. Tais argumentos acabam conduzir a diferentes mediadores que vêm concebendo o envelhecimento sob duas correntes. Vemos algumas se (re)organizando pelo viés da melhoria da qualidade de vida, visando manter o indivíduo jovem e ativo por muito mais tempo. Outras se amparam em propostas acerca da necessidade de lutar por esse segmento social que é considerado como escamoteado e fragilizado. Enfim, na atualidade, diversas são as abordagens que se produzem frente à questão da velhice. O presente estudo tem por objetivo realizar uma cartografia acerca da produção do envelhecimento na atualidade, articulando-a aos referenciais da Teoria Ator-rede – TAR e, desse modo, concebendo-a como um efeito de instáveis redes em ação, um circuito de mediadores. Tal cartografia configura-se como uma descrição dos circuitos produtivos de fronteiras espaciais delimitadoras da realidade do envelhecimento na atualidade, concepção esta permeada por intensas controvérsias. Busca-se evidenciar redes coletivas e heterogêneas de mediadores/mediações a constituir grupos e antigrupos, circulações e resistências. Tais mediações, ao tecerem realidades acerca do envelhecimento, seguem imbricadas com uma multiplicidade de vozes que são trazidas a argumentar. Temos aqui uma realidade onde o envelhecimento produz-se em meio à mídia, instituições financeiras, agências de turismo, política, biologia, acadêmicos dentre outros.

 

 

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Biografia do Autor

Julio Cesar de Almeida Nobre, Prof. Dr. em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, docente do Centro Universitário de Volta Redonda, UniFOA

Graduado em Psicologia, com mestrado e doutorado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social, desenvolve pesquisas na área da produção de subjetividade e saberes a partir do referencial da Teoria Ator-rede.

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Publicado

05/05/2017

Edição

Seção

Ciências Sociais Aplicadas e Humanas

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