Triagem neonatal em crianças na região do médio paraíba: uma análise preliminar

Autores

  • Marcela Leone Pereira de Oliveira Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Anderson de Souza Mendonça Junior Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA http://orcid.org/0000-0002-7173-295X
  • Isabelly Nascimento Souza Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Julio Cesar Goulart Fonseca Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Amanda Freire de Almeida Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Marian Provazi Orioli Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Bruno Chaboli Gambarato Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Luciano Rodrigues Costa Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA
  • Claudia Yamada Utagawa Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v16.n45.3564

Palavras-chave:

Triagem neonatal. Diagnóstico precoce. Anormalidades Congênitas.

Resumo

O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) consiste no rastreamento de recém-nascidos com o intuito de identificar doenças congênitas de forma precoce. As doenças rastreadas são fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência da biotinidase. Assim, é de extrema importância para o diagnóstico e tratamento precoce de diversas doenças, reduzindo morbimortalidade. O objetivo é analisar a situação do PNTN em Volta Redonda – RJ. Estudo transversal com coleta de dados consolidada através da aplicação de formulários de março a dezembro de 2019. A seleção da amostra foi feita de maneira aleatória simples com crianças de 0 a 9 anos acompanhadas nos serviços da rede pública de saúde - SUS. Foram totalizados 222 formulários. Desses, 18% tiveram o resultado da triagem anotado na caderneta de saúde, 73% não foram anotados, 8% estavam aguardando resultado e 1% não respondeu ao questionamento. Das 18 crianças (8%) que aguardavam o teste, 83% ultrapassaram o prazo indicado para a entrega do resultado. Dentre as 204 crianças que haviam recebido o resultado do teste, 2% possuíam alterações, reforçando a importância do PNTN como ação preventiva. Ademais, foi possível identificar que 73% dos sujeitos de pesquisa não tiveram o resultado do teste anotado na caderneta da saúde. Necessita-se de uma amostra maior para calcular a incidência das patologias pesquisadas, entretanto, quando levado em consideração o prazo para entrega do resultado, observou-se que uma parcela expressiva não o recebeu no tempo adequado. Em relação ao preenchimento da caderneta de saúde da criança, o resultado se apresentou insuficiente, sendo aquém do almejado.

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Publicado

2021-04-13

Edição

Seção

Ciências Biológicas e da Saúde

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