Disbiose Intestinal em idosos e aplicabilidade dos probióticos e prebióticos

Autores

  • Bruna Ágata Conrado UniFOA
  • Sinara Azevedo de Souza UniFOA
  • Aline Cristina Teixeira Mallet UniFOA
  • Elton Bicalho de Souza UniFOA
  • Alden dos Santos Neves UniFoa
  • Margareth Lopes Galvão Saron UniFOA

DOI:

https://doi.org/10.47385/cadunifoa.v13.n36.1269

Palavras-chave:

Disbiose, Idoso, Microbiota Intestinal, Probióticos, Prebióticos.

Resumo

A disbiose intestinal pode ocasionar a multiplicação de bactérias patogênicas e, consequentemente, a produ- ção de toxinas metabólicas que podem induzir os processos inflamatórios. Assim, o presente trabalho teve como objetivo revisar, na literatura, as publicações a respeito da disbiose intestinal em idosos e a aplicabilidade dos probióticos e prebióticos. Portanto, foi realizada uma revisão bibliográfica realizada no ano de 2016, utilizando-se a base LILACS, BIREME, SciELO e PubMed, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações e livros técnicos. A disbiose é considerada uma altera- ção indesejável da microbiota intestinal que resulta em um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e patogênicas. Presentes na alimentação, os probióticos e prebióticos atuam na manutenção da composição da microbiota intestinal, produzindo efeitos benéficos. Dessa forma, torna-se importante conhecer as evidências científicas sobre a disbiose intestinal no envelhecimento, visto que o próprio fator idade poderá ser um desencadeador do processo de disbiose. O intestino do idoso sofre alterações fisiológicas ao longo dos anos e, quando aliado ao hábito alimentar inadequado, estresse, uso de antibióticos, entre outros fatores, esse órgão poderá se tornar mais vulnerável ao aparecimento da disbiose. Os probióticos e prebióticos poderão auxiliar no tratamento dessa disbiose, contribuindo para uma microbiota intestinal mais saudável.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Bruna Ágata Conrado, UniFOA

Area Saude-Nutrição

Sinara Azevedo de Souza, UniFOA

Area Saude-Nutrição

Aline Cristina Teixeira Mallet, UniFOA

Area Saude-Nutrição

Alden dos Santos Neves, UniFoa

Area Saude-Nutrição

Margareth Lopes Galvão Saron, UniFOA

Area Saude-Nutrição

Referências

ALMEIDA, L. B.; MARINHO, C. B.; SOUZA, C. S.; CHEIB, V. B. P. Disbiose intestinal. Revista Brasileira de Nutrição Clínica. v. 24, n. 1, p. 58-65. 2009.

ANTUNES, A. E. C.; SILVA, E. R. A.; MARASCA, E. T. G.; MORENO, I.; LERAYER, A. L. S. Probióticos: agentes promotores de saúde. Nutrire: Revista da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. v. 32, n. 3, p. 103-122. 2007.

BÚRIGO, T.; FAGUNDES, R. L. M.; TRINDADE, E. B. S. M.; VASCONCELOS, H. C. F. F. Efeito bifidogênico do frutooligossacarídeo na microbiota intestinal de pacientes com neoplasia hematológica. Revista de Nutrição. v. 20, n. 5, p. 491-497. 2007.

CAVALLI, L. F; FREIBERGER, C; KRAUSE, K. M. O; NUNES, M. Principais Alterações Fisiológicas que Acontecem nos Idosos: uma Revisão Bibliográfica. Seminário Interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão, n. 16, 2011. Universidade de Cruz Alta/UNICRUZ. [Apostila]. Disponível em: http://www.unicruz.edu.br/seminario/anaisArtigos.php#inicio

CHAN, Y. K.; ESTAKI, M.; GIBSON, D.L. Clinical Consequences of Diet-Induced Dysbiosis. Ann. Nutr. Metab.; v. 63, suppl. 2, p. 28-40, 2013.

CORRAL, L.R. Epidemiologia da terceira idade no brasil. In: MAGNONI, D.; CUKIER, C.; OLIVEIRA, P.A. Nutrição na terceira idade. 2ed. Edição. São Paulo: Sarvier, 2010. P. 3-13, 2010.

DIAS, A. A. C. et al. Constipação no idoso: mitos e verdades. Rev. Cient. AMECS, v. 9, n.1, p.35-39, 2000.

FAGUNDES, G. E. Prevalência de sinais e sintomas de disbiose intestinal em estudantes do curso de nutrição da universidade do extremo sul catarinense. Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, 2010. p. 43. Monografia (TCC).

FERRIOLLI, E; MORIGUTI, J.C; LIMA, N. K. C. Envelhecimento do Aparelho Digestório. In: FREITAS, E. V; CANÇADO, F. A. X; DOLL, J; GORZONI, M. L. Tratamento de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2006. p. 638 – 639.

GAVANSKI, D. S.; BARATTO, I.; GATTI, R. S. Avaliação do hábito intestinal e ingestão de fibras alimentares em uma população de idosos. Revista brasileira de obesidade, nutrição e emagrecimento, São Paulo. v.9. n.49. p.3-11, 2015.

HANSON, L.A.; et al. Normal Microbial Flora of the gut and the immune system. In: HANSON, L.A.; YOLKEN, R.H. Probiotics, other nutrition factors, and intestinal microflora. Nestlé Nutrition Workshop Series 42, Lippincott-Raven. Philadelphia. 1999.

HAWRELAK, J. A; MYERS, S. P. The Causes of Intestinal Dysbiosis: A Review. Alternative Medicine Review, v. 9, n. 2, p. 180-197, 2004.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2000. Brasília. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 10 set. de 2016.

KLAUS, J. H.; DE NARDIN, V.; PALUDO, J.; SCHERER, F.; DAL BOSCO, S. M. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal em idosos residentes em instituições de longa permanência. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, v.18, n. 4, p. 835-843, 2015.

KLAUS, J.H.; NARDIN, V.; PALUDO, J.; et al. Prevalência e fatores associados à constipação intestinal em idosos residentes em instituições de longa permanência. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, v.18, n.4, p. 835-843, 2015.

KOMATSU, T. R; BURITI, F. C. A; SAAD, S. M. I. Inovação, persistência e criatividade superando barreiras no desenvolvimento de alimentos probióticos. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 44, n. 3, p. 329-347, 2008.

LISBOA, C. R.; CHIANCA, T.C.M. Perfi l epidemiológico, clínico e de independência funcional de uma população idosa institucionalizada. Rev Bras Enferm, v. 65, n. 3, p.482-7, 2012.

MAHAN, K .L; STUMP, E. S. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. In: PETER L; BEYER M. S. Tratamento Médico Nutricional para Doenças do Trato Gastrointestinal Inferior. 12º ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2011. p. 696.

MORAES, A. C. F; SILVA, I. T; PITITTO, B. A; FERREIRA, S. R. G. Microbiota intestinal e risco cardiometabólico: mecanismos e modulação dietética. Arq. Bras. Endocrinol. Metab; v. 58, n. 4, p. 317 – 327, 2014.

NESELLO, L. A. N; TONELLI, F. O; BELTRAME, T. B. Constipação intestinal em idosos frequentadores de um Centro de Convivência no município de Itajaí-SC. Ceres: Nutrição e Saúde; v. 6, n. 3, p. 151-162, 2011.

PASSOS, L. M. L; PARK, Y. K. Frutooligossacarídeos: implicações na saúde humana e utilização em alimentos. Ciência Rural, v. 33, n. 2, p. 385-390, 2003.

PIMENTEL, T. C; GARCIA, S; PRUDENCIO, S. H. Aspectos funcionais, de saúde e tecnológicos de frutanos tipo inulina. B.CEPPA, v. 30, n. 1, p.103-118. 2012.

SAAD, S. M. I. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v. 42, n. 1, p. 1-16, 2006.

SANTOS, T. T; VARAVALLO, M. A. A importância de probióticos para o controle e/ou reestruturação da microbiota intestinal. Revista Científica do ITPAC, v. 4, n. 1. P. 40-49, 2011.

SARON, M.L.G.; SGARBIERI, V.C.; LERAYER, A.L.S. Prebióticos: efeitos benéficos à saúde humana. Nutrire: Rev. Soc. Bras. Alim. Nutr., v. 30, p. 117-130, dez. 2005.

STEFE, C. de A.; ALVES, M. I. R.; RIBEIRO, R. L. Probióticos, prebióticos e simbióticos – artigo de revisão. Saúde & Ambiente em Revista, Duque de Caxias, v.3, n.1, p.16-33, 2008.

TEIXEIRA, R. Nutrição: um guia completo de alimentação, práticas de higiene, cardápios, doenças, dietas e gestão. 1° Ed. São Paulo: Editora Rideel, 2010.

Downloads

Publicado

2018-05-08

Edição

Seção

Ciências Biológicas e da Saúde

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 > >>